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Até dia 18 pode visitar a exposição “80 anos da chegada dos Gibraltinos à Madeira”

Foi hoje inaugurada, no átrio da Câmara Municipal do Funchal, uma mostra artística que conta a história de cerca de 2000 Gibraltinos que viveram na Região durante a Segunda Guerra Mundial.
Mostramos alguns dos rostos e vozes de quem fez parte deste projeto.

Foi inaugurada hoje, no átrio da Câmara Municipal do Funchal, a exposição “80 anos da chegada dos Gibraltinos à Madeira”, integrada no programa de comemorações do 512º aniversário da Cidade do Funchal. 

A exposição está patente até dia 18 de agosto, e reúne trabalhos de alunos e alunas das Escolas do Funchal, Universidade Sénior e utentes do Ginásio da Barreirinha, que foram feitos ao longo deste ano, através do Departamento de Educação e Qualidade de Vida, da Câmara Municipal do Funchal. 

Esta mostra artística, que foi inaugurada pela vereadora com o pelouro da Educação, Madalena Nunes, acompanhada pela vice-presidente da autarquia, Idalina Perestrelo,  recorda a passagem dos cerca de dois mil gibraltinos que estiveram na Madeira, durante a Segunda Guerra Mundial, na sua maioria mulheres e crianças.

Hoje damos rosto e voz a alguns dos protagonistas que trabalharam nesta iniciativa com afinco, dedicação e muita diversão à mistura. 

 

É o caso de Madalena Gonçalves, aluna da Escola Bartolomeu Perestrelo.  A jovem de 13 anos, revela ao Funchal.pt que foi importante fazer parte desta iniciativa pois não sabia destes factos históricos.  “Fomos a uma visita de estudo, estivemos a conhecer a história através de jogos e depois tivemos de fazer um trabalho”.

Madalena Gonçalves esteve encarregue de escrever um diário de uma Gibraltina.  “Tentei contar a história que ela tinha vivido. Gostei de saber como tinham uma outra maneira de se vestir e como isso ajudou a libertar o povo madeirense”, adianta.

Por outro lado, Leonor Lopes, utente do Ginásio da Barreirinha, mostrou ao Funchal.pt a sua satisfação em ter integrado os trabalhos agora expostos. 

“Agarrei este projeto com unhas e dentes até porque lembro-me da presença dos Gibraltinos na Madeira. Foi muito bom ter mais esta experiência, na velhice”, diz com um sorriso e energia aos 82 anos.

Já Andreia Baptista, Técnica Superior da Câmara Municipal do Funchal, atualmente dinamizadora do Pólo de Leitura da Penteada, fala sobre o trabalho de pesquisa que realizou de forma a conseguir criar uma história sobre esta temática e que chegasse a vários públicos.

Ao Funchal.pt falou dos desafios em encontrar informação sobre a passagem dos Gibraltinos na Madeira, por haver tão pouca informação. Ainda assim, após muita pesquisa orgulha-se do que conseguiu fazer.

“Eu também não conhecia esta história tão bonita. Adorei este projeto, até mesmo a atividade que foi realizada no Parque de Santa Catarina em que começava logo com a viagem deste povo”, assinala, lembrando que “em todo o mundo há famílias que têm de abandonar as suas casas, fugir e só encontram portas fechadas. Os Gibraltinos foram primeiro para o norte de África onde não foram bem recebidos. Tiveram de regressar às suas casas e depois vieram para a Madeira onde finalmente encontraram refúgio na nossa pérola do Atlântico”.

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