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Capela da Boa Viagem acolhe a exposição “Pulmão de Papel” de Teresa Jardim

Madalena Nunes, com o pelouro da Cultura, na CMF, esteve presente na inauguração desta mostra artística, na última sexta-feira, e enalteceu a dinâmica cultural que se assiste na cidade.

Há mais uma exposição para ver no Funchal, da autoria de Teresa Jardim, intitulada “Pulmão de Papel”, patente até dia 20 de agosto, na Capela da Boa Viagem.

Madalena Nunes, com o pelouro da Cultura, na Câmara Municipal do Funchal, esteve presente na inauguração desta mostra artística, na última sexta-feira, e enalteceu a dinâmica cultural que se assiste na cidade.

“Há muita arte para ver e convidamos todos os madeirenses a conhecer e a fruir o trabalho dos artistas de excelência que estão a expor as suas criações no âmbito do projeto “Partilhas Francas”.

A artista, por seu turno, explica que a sua proposta com esta exposição é trazer à Capela da Boa Viagem “uma reflexão sobre a função religiosa do objeto arquitetónico e que conjugados com apontamentos da envolvente urbana da Cidade do Funchal nos remetem para a génese e assentamento humano na ilha”.

Teresa Jardim alude ao facto de este espaço na Zona Velha da Cidade, “viver a urbanidade e a respiração contemporânea, mas é fortemente atravessada por diferentes camadas de tempo e insularidade, que nos envolvem e despertam para narrativas incontornáveis. Tudo fala, convoca a memória e os sentidos: os diferentes ruídos, o chão sob os pés, ou os cheiros e cores do Mercado dos Lavradores; a Ribeira de Santa Luzia, mas sobretudo a Ribeira de João Gomes (o som impositivo no Inverno) e o mar; a vocação atlântica da cidade, desenhada por viajantes. A persistência da viagem”.

Por fim, esta exposição explora ainda o conceito da fragilidade tanto da artista, como da ilha – corpo insular propenso ao desastre e como território de referência, matéria poética e suporte de debate entre o humano e o natural. 

“Pulmão de Papel” é o nome do corpo expositivo, pois pulmão garante o ar e a vida, explica Teresa Jardim.

“O pulmão dá-me a coragem de pedir por empréstimo a natureza e as suas dádivas. Pulmão que me concede criar objetos, desenhos e as palavras que transporto comigo até a consumação do poema, os pequenos poemas que exponho, numa banda de folhas, sob o altar da Capela – outro livro. O poema que resiste”.

Esta mostra artística é igualmente um poema visual ‘work in progress’, um livro inacabado – uma exposição com livros, que busca a natureza de livro e que para se reinventar expõe a sua própria desmaterialização.

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