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Estudo da CMF mostra resiliência do comércio local e aponta caminhos

Autarquia auscultou no terreno, entre março e junho, os comerciantes do concelho, de modo a elaborar um estudo de caracterização sobre os efeitos da pandemia COVID-19 no tecido económico local.

A Câmara Municipal do Funchal auscultou no terreno, entre março e junho, os comerciantes do concelho, de modo a elaborar um estudo de caracterização sobre os efeitos da pandemia COVID-19 no tecido económico local.

O propósito é que este trabalho viesse a servir de base ao planeamento estratégico municipal e à apresentação de novas medidas.

Miguel Silva Gouveia explica que o objetivo desta ação foi saber “na primeira pessoa os desafios que os nossos empresários estão a enfrentar, sendo que foram auscultados pelo Município, através da equipa do Balcão do Investidor, um total de 407 estabelecimentos comerciais da Baixa”.

O edil afirma que “com este estudo, foi possível compreender de forma realista as dificuldades sentidas pelos comerciantes, duplamente penalizados, quer pela quebra do consumo interno, quer pela redução drástica da atividade turística, o que permitirá agora ao Município incidir em novos domínios de atuação e reforçar outros.”

Este estudo ocorreu no Centro Histórico da Cidade e, com base nos resultados obtidos, constatou-se a predominância da restauração (30%), pronto-a-vestir (17%) e sapataria (6%). A restante percentagem está derramada por outros ramos de atividade, assim como alguns serviços. No que toca às principais dificuldades identificadas, destaca-se com 71% a carga fiscal a que os comerciantes estão sujeitos. Os restantes 29% destacam como maiores dificuldades os encargos com a operação, designadamente as rendas e serviços fixos de comunicação, entre outros.

Já 73% considera que um ano não chega para recuperar da quebra da atividade provocada pela pandemia, ao passo que 52% dos inquiridos admitiram que antes da pandemia vinham registando resultados bastante satisfatórios.

75% do comércio funchalense ainda não vende online

A Autarquia constatou que, apesar das dificuldades, muitos comerciantes desconhecem os apoios disponíveis. Apenas 62% mostrou conhecer pelo menos um dos apoios no âmbito da crise pandémica, sendo que apenas 42% havia solicitado algum tipo de apoio.

Este estudo procurou também identificar o nível de digitalização do setor do comércio, tendo-se constatado que a maioria dos comerciantes tem conhecimentos na área digital (68%) e presença online (61%), esta última, essencialmente, através das redes sociais. 

No entanto, 75% não vende os seus produtos digitalmente. Ainda no âmbito da eficiência e da modernização, verificou-se que o número de estabelecimentos com plano de negócios é de apenas 43%, sendo que, dos restantes, a grande maioria desconhece do que se trata e que benefícios traz. No que respeita à aposta na comunicação e no marketing, a atividade é fraca: apenas 64% desenvolve alguma atividade, sobretudo através das redes sociais.

CMF lança Solução CTT – Comércio Local e Observatório de Apoios à Economia

Entre as conclusões deste trabalho municipal, Miguel Silva Gouveia destaca que “é premente reforçar a divulgação continuada dos apoios disponíveis e, com este objetivo, o Município já se encontra a desenvolver um novo projeto, intitulado Observatório de Apoios à Economia, que irá sistematizar e disponibilizar online, de forma gratuita, a informação essencial a quaisquer candidaturas bem-sucedidas.”

Outra das necessidades identificadas prendeu-se, como referido, com um maior apoio no campo da digitalização, e é por isso que a CMF já lançou, este mês, o serviço CTT – Comércio Local no Funchal, fruto de uma parceria com os CTT – Correios de Portugal, “que potencia as vendas online dos comerciantes locais e dos pequenos produtores. O Funchal tornou-se, assim, no primeiro Município do país oriundo das Regiões Autónomas a adotar esta solução, permitindo que os comerciantes funchalenses passem a vender para todo o território nacional. A adesão das lojas é gratuita e pode ser feita, desde já, no site do Município, que assume todos os custos inerentes a esta operação.”

- Campanhas CMF -

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