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Exposição “Espinhos e Acúleos” pode ser vista a partir de hoje

No Museu Henrique e Francisco Franco e no Museu A Cidade do Açúcar até dia 13 de agosto.

Foi apresentada hoje, no Museu Henrique e Francisco Franco e no Museu A Cidade do Açúcar a exposição “Espinhos e Acúleos” da autoria do artista Martinho Mendes, uma iniciativa inserida no ciclo de exposições “Partilhas Francas”, e que pode ser visitada até dia 13 de agosto.

Madalena Nunes, Vereadora com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal do Funchal, esteve presente na cerimónia de inauguração desta mostra artística, onde destacou o talento e a criatividade de Martinho Mendes.

“É sem dúvida um orgulho termos tão bons artistas no concelho. O Município prima por ter uma mescla ímpar de pessoas ligadas à Cultura e que entregam a sua vida à criação artística”, disse a autarca, sublinhando que “é através da arte que os indivíduos dão significado à sua experiência e principalmente por isso a Cultura no Funchal nunca parou”.

Por seu turno, o artista plástico, investigador e coordenador do serviço educativo do Museu de Arte Sacra do Funchal explica que esta exposição estabelece conexões plásticas entre o Museu A Cidade do Açúcar e o Museu Henrique e Francisco Franco, nomeadamente através da revisitação de duas pinturas de Henrique Franco em reserva.

Com efeito, o criador elegeu os trabalhos artísticos “Bordando no Jardim” e “Jardim”, ambas de 1918, que há muito não eram expostas ao público.

A partir delas trabalhou a deslocação e desconstrução permanentes que orientaram um conjunto de possibilidades de diálogo/confronto entre os acervos expostos e os objetos que o artista introduziu estrategicamente no circuito expositivo dos dois espaços museológicos.

As duas pinturas estão intimamente relacionadas entre si, sendo que a mais pequena, o “Jardim”, parece ser um pormenor centrado na diversidade botânica do jardim representado na pintura maior, onde está uma figura feminina a bordar, sentada numa cadeira de vimes, acompanhada de um gato, vasos e muitos canteiros floridos na proximidade de uma árvore monumental, representada em primeiro plano ainda com ecos tardios de Impressionismo.

A pintura mais pequena foi levada para o MACA, enquanto a pintura maior ficou no MHFF. Ambas dialogam com fotografias de arqueologia que falam do trabalho, da água, da terra, das pedras, da lama e da história. Ambas as pinturas dão as coordenadas para uma reflexão do que significa construir/destruir a paisagem.

De referir que, “Espinhos e Acúleos” é a terceira de cinco exposições integradas no projeto “Partilhas Francas”, que consiste numa revisitação aos acervos museológicos municipais onde os artistas plásticos estabelecem diálogos entre a arte contemporânea, a história do edifício, os seus espólios e a sua inserção na cidade.

Nota biográfica:

Martinho Mendes. Nasceu na Madeira (1981) onde vive e trabalha. Formou-se em Artes Plásticas, na Universidade da Madeira, e em Educação Artística, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Paralelamente à criação artística, coordena o serviço educativo do Museu de Arte Sacra do Funchal onde exerce funções técnico-pedagógicas e de programação cultural no Serviço Educativo. As suas principais áreas e interesses de investigação são a educação artística em museus e centros de arte, assim como a criação e a experimentação artística no cruzamento com os territórios da pedagogia, dos estudos insulares, das ciências naturais, a etnografia e a espiritualidade, explorando e combinando diferentes meios expressivos como a instalação, o desenho, a pintura e a fotografia. 

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