Portal de Notícias do Município do Funchal.

Funchal apoia Projeto Alternativa para reforço da resposta a problemas sociais no concelho

A equipa técnica deste projeto tem vindo a contar diariamente com o apoio de diversos serviços camarários, desenvolvendo a sua intervenção numa abordagem de proximidade, de modo a reduzir riscos e minimizar danos.

A Câmara Municipal do Funchal apoiou, ao longo dos últimos meses, a nível financeiro e logístico, a implementação no terreno do Projeto Alternativa, criado pela assistente social Águeda Figueira e pela psicóloga Sandra França, com vista à prestação de apoio psicossocial de proximidade a grupos específicos de maior vulnerabilidade e em situação de exclusão social, nomeadamente pessoas em situação de sem-abrigo, consumidores de substâncias psicoativas e trabalhadoras/es do sexo.

O Presidente Miguel Silva Gouveia explica que “este projeto apresenta-se como uma nova solução no campo social para a cidade do Funchal, atuando em contexto de rua junto da população mais vulnerável, visando satisfazer algumas das suas necessidades básicas e prioritárias. A CMF continua, assim, a trabalhar esta questão de forma proativa e empenhada, no sentido de dar mais e melhores respostas a um problema que nos toca a todos enquanto sociedade, mesmo sabendo que algumas destas questões não são de tutela municipal, mas sim regional.”

No passado mês de junho, por exemplo, as equipas do projeto e os colaboradores do Município trabalharam em conjunto na georreferenciação da população-alvo e das suas dinâmicas, o que permitiu obter dados importantes sobre a circulação destas pessoas, e também alguns locais que representam perigo para a saúde pública. Ao todo, foram realizadas 36 saídas para o terreno (31 em regime diurno e 5 noturnas), 848 contatos presenciais, 124 por telefone, 28 atendimentos, 20 acompanhamentos e 94 situações de articulação e encaminhamento para entidades competentes.

A monitorização já permitiu acompanhar 68 pessoas em situação de sem-abrigo, 115 pessoas consumidoras de substâncias psicoativas e 15 pessoas trabalhadoras do sexo. “Acima de tudo, é importante estabelecer uma relação de proximidade e de confiança entre os técnicos e estes cidadãos, para que estes sintam que não estão sozinhos e que existem pessoas e uma cidade que se preocupa com elas.”

“Este é um trabalho difícil, mas que permite que as equipas cheguem a respostas importantes que facilitem o processo de ajuda, como saber quais as razões que levaram estas pessoas para a rua, quais as dificuldades e problemas que enfrentam diariamente e quais as suas perspetivas de vida, entre outras. Neste sentido, a equipa de rua tem-se tornado numa referência para as pessoas que acompanha, que já solicitaram a intervenção dos técnicos do projeto em diversas situações que requerem alguma complexidade”, acrescenta o autarca.

No trabalho diário pelas ruas da cidade, o Projeto Alternativa procede, igualmente, e de acordo com as necessidades associadas a esta população, à entrega de material diverso, que vai desde máscaras cirúrgicas, gel desinfetante, roupas, calçado, cobertores, produtos de higiene (giletes, pensos higiénicos, tampões, cotonetes, pensos rápidos, toalhitas íntimas), preservativos, produtos de desinfeção e cicatrização de feridas, lanches, entre outros.

Miguel Silva Gouveia concluiu que “caminho passa, definitivamente, por esta proximidade, pela multiplicidade de soluções e pela dedicação indiscutível a uma causa que nos toca a todos, e à qual nenhuma entidade pública deve deixar de contribuir ou de se empenhar na sua resolução. É isso que a CMF vai continuar a fazer, em parceria com o Projeto Alternativa e com todas as instituições do concelho que se dedicam a ajudar o próximo e  causa social”.

- Campanhas CMF -

ARTIGOS RELACIONADOS

Este website usa cookies para melhorar a experiência do utilizador. Ao continuar a navegar em funchal.pt está a consentir a utilização de cookies. Aceito Ler mais...