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Joana Amendoeira prepara o seu décimo disco

A artista, natural de Santarém, esteve na Madeira, há pouco tempo, a propósito da terceira edição do Festival Fado Funchal.

Joana Amendoeira é um dos nomes mais emblemáticos da nova geração de fadistas. Embora muito fiel à tradição, a cantora trouxe uma nova atitude ao Fado que não deixa ninguém indiferente.

A artista, natural de Santarém, esteve na Madeira, há pouco tempo, a propósito da terceira edição do Festival Fado Funchal, que contou, no seu ponto de vista, com uma “programação muito interessante e diversificada nos gêneros escolhidos”. 

Além disso, a fadista realça que “foi de louvar convidarem vários artistas da terra, que contribuem in loco para que o Fado se mantenha bem vivo na Madeira”.

Em relação ao público madeirense, que a viu atuar no dia 3, no Largo da Capela do Corpo Santo, Joana Amendoeira refere que “esperava um público muito atento e fadista, porque sei que se gosta muito de Fado  na Madeira! E ainda superou as minhas expectativas”. 

“Caloroso, respeitador e participativo” foram ainda as palavras usadas pela artista para descrever o público, que proporcionou uma “noite muito emocionante e de grande partilha com todos os músicos”.

“Terminei o concerto muito feliz!”, disse ainda Joana Amendoeira, denunciando uma forte vontade em voltar aos palcos madeirenses em breve.

Ao Funchal.pt além da troca de impressões sobre a sua atuação no Fado Funchal, contou também um pouco do seu percurso profissional. Ficámos a saber que é apaixonada pelo fado desde muito nova.

“A primeira recordação que tenho, foi de aos 6 anos surpreender todos em casa quando comecei a cantarolar um fado que nessa altura estava muito na moda, chamado Cavalo Ruço. Sei que a partir desse momento o meu interesse em aprender mais fados era enorme e aos 8 anos cantei pela primeira vez em público, acompanhada mesmo à guitarra e à viola”. Aos 13 anos participou na “Grande Noite do Fado do Porto” onde ganhou o primeiro prémio de interpretação feminina juvenil. Desde então, passou a participar regularmente em espetáculos um pouco por todo o País.

Nessa altura, as suas maiores referências eram o nome maior do Fado: Amália, e também Maria Teresa de Noronha e Carlos do Carmo. Com o tempo foi descobrindo várias gerações de fado e foi ganhando mais referências, alargando assim o seu leque de influências.

Enquanto cantora já viveu muitos momentos marcantes em palco, mas desvendou ao Funchal.pt, que o mais especial foi quando gravou o CD/DVD, num concerto intitulado “Joana Amendoeira & Mar Ensemble”, no Castelo de São Jorge, em Lisboa. 

“Foi uma noite extremamente inspiradora, com músicos e arranjos excecionais, com um cenário maravilhoso e um público inesquecível. Todo o empenho que tivemos, de toda a equipa, na sua preparação, ficará para sempre para mim como um marco. Felizmente ficou registado para a posteridade e esse disco recebeu inclusivamente o prémio de Melhor Disco de Fado de 2008, pela Fundação Amália Rodrigues”. 

No que toca ao facto de os jovens estarem mais próximos do Fado, através desta nova geração de fadistas que conseguem manter bem viva a essência deste estilo musical mas ao mesmo tempo trazer algo novo a esta arte, conquistando assim novos públicos, Joana Amendoeira não tem dúvidas que se assiste a uma mudança de paradigma.

“Nos últimos vinte anos tem havido um número crescente de novo público que não tem preconceito de ouvir fado, que se interessa em ouvir o que os fadistas mais jovens têm vindo a apresentar. Há tantos estilos, tantos fantásticos novos fados que têm sido compostos, e o público revê-se em muitos dos novos temas que têm surgido. E depois acontece um outro fenómeno que é o de muito desse novo público se interessar por conhecer melhor os fadistas mais antigos, as raízes do Fado”. 

Por fim, a artista levanta a pontinha do véu do que anda a preparar para os seus fãs. “Neste momento encontro-me a preparar a edição do meu novo disco, “Na volta da maré”. Será o décimo disco da minha carreira e é algo totalmente diferente do que gravei até hoje, com outra sonoridade e que conta com 12 temas exclusivamente compostos por letra e música dos meus queridos Tiago Torres da Silva e Fred Martins”.

Este ano, em maio foi já lançado o primeiro single do disco, chamado “Viver a Mil”, que pode ser ouvido em todas as plataformas digitais. 

 

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