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Museu da Extinção Marinha dá a conhecer as espécies que habitam a Reserva do Garajau

Museu virtual pretende educar o público em geral sobre a importância da biodiversidade das áreas marinhas protegidas.

Recentemente foi lançado o Museu da Extinção Marinha – o Museu que não devia existir, que surge no âmbito do projeto BiodivAMP, que visa o desenvolvimento de ferramentas para a monitorização e proteção de biodiversidade das seis áreas marinhas protegidas ao longo da costa portuguesa.

A Câmara Municipal do Funchal, através do Museu de História Natural do Funchal, é o parceiro na Região desta iniciativa. Assim sendo, a Reserva Natural Parcial do Garajau consta deste museu virtual, onde podemos encontrar informação sobre a riqueza natural desta área marinha, nomeadamente sobre as espécies que lá habitam.

O Museu da Extinção Marinha foi criado por Ricardo Bak Gordon e pretende educar o público em geral sobre a importância da biodiversidade das áreas marinhas protegidas, estimulando a consciência para a necessidade de proteger as espécies para que não se extingam.

Com efeito, através deste portal inovador e interativo é possível conhecer com rigor, recorrendo a um ‘smartphone’ as espécies que habitam a Reserva Natural Parcial do Garajau e são elas: o Mero, o Garajau Comum, e a Foca Monge (Lobo Marinho).

No caso do Mero, o Museu da Extinção Marinha explica que trata-se de um predador de topo, solitário e territorial, de corpo robusto e lábios salientes. Pode chegar a 1,5 metros de comprimento e 60kg de peso.

A sua cor varia com a estação do ano e com a idade, sendo que pode viver até aos 50 anos. Entre outras curiosidades, podemos assim ficar a conhecer que o Mero é um hermafrodita sequencial, ou seja, nascem fêmeas e podem mudar de sexo a partir dos 10 anos. Alimenta-se de outros peixes mais pequenos, moluscos e crustáceos e vive em fundos rochosos ou grutas entre os 10 e os 50 metros de profundidade, embora possa chegar até aos 200 metros. É classificado como espécie vulnerável, e pode também ser encontrado nos Açores.

Já o Garajau Comum caracteriza-se por ter um bico vermelho, asas pontiagudas, cauda bifurcada e vocalizações peculiares. Alimenta-se de pequenos peixes em águas calmas e em baías abrigadas. Pode percorrer em média 500 km/dia. Em Portugal pode igualmente ser encontrada nos Açores. Todavia, o ser humano e a presença dos predadores como os estorninhos e ratos poderão ser as principais ameaças para esta espécie, classificada como pouco preocupante.

Foca Monge (Lobo Marinho) pode chegar a 3 metros de comprimento e 300 kg, sendo uma das maiores focas do mundo e também a mais rara. Esta espécie gosta de vir a terra descansar e reproduzir-se bem como costuma alimentar-se nas zonas costeiras. Se passar por uma embarcação com peixe não resiste e rouba embarcações de pesca, danificando as redes, dá-nos conta o Museu da Extinção Marinha, onde pode ainda ler-se que devido a esses pequenos furtos o Lobo Marinho começou a ser perseguido por pescadores.

Originalmente podia ser encontrada esta espécie um pouco por todo o mundo. Agora habita sobretudo o Nordeste do Mar Mediterrâneo, Costa Africana no Cabo Branco e na Madeira e Desertas. Está por isso classificada como espécie ameaçada em perigo crítico, o estatuto mais elevado de conservação.

De referir que o projeto BiodivAMP tem a duração de dois anos e vai ao encontro de dois dos pilares e desígnios do atual Executivo Municipal: a Sustentabilidade Ambiental e a Inovação. Com efeito, a Câmara Municipal do Funchal é a única Autarquia do país com um departamento dedicado à Ciência.

Este é um programa de financiamento nacional, chamado “Fundo Azul”, cujos objetivos passam por potenciar o desenvolvimento da economia do mar, apoiar a investigação científica e tecnológica, incentivar, proteger e monitorizar o meio marinho, e incrementar a segurança marítima.

O projeto BiodivAMP é coordenado pelo Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA), e a Câmara Municipal do Funchal, através do Museu de História Natural do Funchal.

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