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Projeto sobre lapa gigante das Selvagens coloca Funchal na vanguarda da investigação científica

A Patella candei é provavelmente um dos invertebrados marinhos mais ameaçados do Atlântico Nordeste, sendo que esta espécie herbívora desempenha um papel fundamental, por exemplo, no controlo do coberto de algas.

A Autarquia funchalense, através do Museu de História Natural do Funchal, tem em curso um projeto inovador intitulado “SLIP – The Selvagens’ LImpet Project”, um dos vencedores da terceira edição do Fundo de Conservação dos Oceanos, e que tem como base uma estratégia de conservação da lapa gigante das ilhas Selvagens.

A Patella candei é provavelmente um dos invertebrados marinhos mais ameaçados do Atlântico Nordeste, sendo que esta espécie herbívora desempenha um papel fundamental, por exemplo, no controlo do coberto de algas.

A sua área de distribuição original não é completamente clara. Nesse sentido, o trabalho que está em campo através da Divisão de Ciência da Câmara Municipal do Funchal, único nas Autarquias do país, é aferir precisamente se a Patella candei é uma espécie endémica da Região ou não. Todavia, mesmo a existir esta espécie nas Canárias, está praticamente extinta nesse arquipélago.

Assim, o território das Selvagens poderá tornar-se o único reduto desta espécie no mundo.

Assumindo para o Município a Sustentabilidade Ambiental como um dos pilares fundamentais deste Executivo, esta importante investigação coloca o Funchal na vanguarda da Inovação e do progresso Científico.

No momento estão a ser realizadas análises às lapas, e está previsto, ainda este ano,  iniciar-se uma segunda fase do projeto que passa por estimar a população de lapas nas Selvagens. A confirmar-se ser uma espécie única é preciso saber quantas existem, e qual a sua evolução ao longo dos tempos para monitorizar e proteger a Patella candei.

Nas ilhas Selvagens, na zona de entre marés, é comum encontrar-se indivíduos desta espécie com grandes dimensões (10–15cm), particularmente na Selvagem Pequena.

Em suma, este projeto inédito levado a cabo pela Câmara Municipal do Funchal, pretende desenvolver estudos genéticos que permitam responder às seguintes questões: é a lapa, Patella candei, endémica das ilhas Selvagens ou é geneticamente a mesma espécie existente nas ilhas Canárias, cuja população está circunscrita à ilha de Fuerteventura e praticamente extinta?

Esta clarificação genética será determinante na definição de um estatuto de conservação para a espécie nas ilhas Selvagens e na implementação de medidas concretas de conservação.

Este projeto resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal do Funchal, através do Museu de História Natural do Funchal, a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e do Instituto Português de Malacologia.

Através do Fundo de Conservação dos Oceanos, o projeto ganhou o prémio no valor de 33 mil euros, que serão assim investidos de modo a que sejam esclarecidas todas dúvidas sobre a distribuição da espécie e para que posteriormente esta informação permita sustentar um futuro plano de monitorização, contribuindo desta forma para a sua conservação.

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