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“Queremos conquistar a Europa” afirma Silvestre Pestana a propósito do Funchal 2027

Artista madeirense está na sua terra de origem para apresentar aos madeirenses a exposição individual Blue Light que inaugurou a série de eventos promovidos pela autarquia no âmbito da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura em 2027.

“Estamos aqui porque há um conjunto de madeirenses que tem um sonho, tem um desejo, e que tem um motivo e uma ação. Queremos a Europa! Queremos dizer que não temos só praia, bolo de mel, bifes de atum e cadeiras de descanso”. 

Foi desta forma apaixonada, e com fervor, que o artista Silvestre Pestana inaugurou hoje, a exposição individual, Blue Light, no Teatro Municipal Baltazar Dias, e que marca o início da série de eventos promovidos pela Câmara Municipal do Funchal no âmbito da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura em 2027.

No seu discurso, que arrebatou os presentes, o conhecido ‘artista de contraciclos’ lembrou que é importante valorizar os artistas que representam “todos os leques da inteligência”, sendo que a “Cultura é o substrato que fica dos inovadores”.

Nesse sentido, sublinhou que é importante que os poderes instituídos não “ignorem os artistas” e que lhes deem oportunidades, através de “políticas claras”.

“Tenho aqui presente e ao longe uma nova geração que arrisca, que sabe que o mundo está a mudar e que tem de aprender de uma forma rápida, veloz e eficaz a nova comunicação”, disse.

Silvestre Pestana contou que saiu da Madeira em 1966 com o “imaginário que queria ser artista” e que, “a maior parte dos sensatos” dizia que “as artes não servem como profissão”.

“Podes ter uma outra profissão e também ser artista. Fiz tudo certo porque fiz as duas coisas. Mas paga-se com um afastamento e paga-se com uma falta de entendimento”, revelou.

Blue Light nome desta exposição e da sua mais recente obra com recurso a néon, apresenta uma visão ampla perante diversas forças que experienciamos na atualidade, tanto no campo da ecologia, como no campo político e social. 

Miguel Silva Gouveia, presidente da Câmara Municipal do Funchal, esteve no evento, acompanhado pela vereadora da Cultura, Madalena Nunes. O autarca começou por dizer que a exposição Blue Light se parece com a “eletricidade a dançar ballet” e enalteceu a capacidade artística “fantástica” do madeirense Silvestre Pestana. Referiu que era um “orgulho” tê-lo de regresso à sua cidade, e ainda o facto de ser um dos três artistas que recebeu, no ano passado, o prémio AICA, da Associação Internacional de Críticos de Arte.

O edil lembrou também o facto de a Madeira em geral, e o Funchal em particular, terem dado novos caminhos à Europa e que assim “abrimos as portas ao mundo”.

Nessa lógica, Miguel Silva Gouveia sublinhou que “vamos conquistar a Europa” e agradeceu ao coordenador Hélder Folgado pela sua “visão” no campo das “artes plásticas” como a primeira etapa da candidatura Funchal 2027. 

Já a Pedro Pestana, Miguel Silva Gouveia elogiou a “musicalidade que trouxe” à exposição.

A exposição Blue Light é produzida pela Câmara Municipal do Funchal e pela ArtWorks e está aberta ao público de 24 de novembro de 2020 a 20 de fevereiro de 2021, todos os dias, das 10h às 17h.

 

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