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Rosto da Cidade: Carlos Alberto é apaixonado pela “vida nas estradas”

Quase a completar 70 anos, trabalha há quase 50 no Departamento de Obras Públicas da CMF.

Com os olhos marejados contou-nos que aguarda pela reforma. Carlos Alberto está prestes a completar 70 anos e trabalha há quase cinco décadas, com dedicação e amor à Câmara Municipal do Funchal.

Pela sua postura e confiança, adivinha-se que é um homem vivido, com muitas experiências e histórias por contar, o que se vem a confirmar ao longo da entrevista. 

“Aos 18 anos fui bombeiro, depois fiz o meu serviço militar na guerra, em Moçambique. Já fui futebolista, e até diretor de uma equipa de futebol de jovens e gostei de tudo”. Mas foi ao serviço da Autarquia que descobriu a sua verdadeira vocação. Por isso mesmo nunca se importou de trabalhar aos sábados, domingos ou feriados em caso de necessidade.

Carlos Alberto faz parte do Departamento de Obras Públicas da Autarquia, onde começou primeiro como topógrafo. Mais tarde, segundo narra, “o nosso diretor, na altura, incumbiu-me de começar a fazer este tipo de trabalho que faço agora, que é a vida nas estradas”.

Moreno, amante de praia, local onde se sente pleno, “tanto de inverno como de verão há precisamente 25 anos”, como fez questão de realçar, destaca igualmente que é apaixonado pelo “contacto com as pessoas e pela vida fora do escritório”.

As suas funções são variadas e passam pela assistência de terrenos, expropriações, consolidação de escarpas, entre outras coisas que lhe exigem conhecimentos díspares.

“No meu trabalho no dia a dia é preciso um misto de coisas, como por exemplo, saber falar com as pessoas e gerir emoções, perceber de plantas ou de desenhos e até de temas jurídicos”, sublinha este nosso rosto da cidade, garantindo “dá o seu seu melhor” e que é “profissional em tudo o que faz”. 

Carlos Alberto nasceu no Monte mas vive atualmente no centro do Funchal. Viu o seu concelho mudar muito, para melhor, ao longo das últimas décadas e assegura que hoje em dia as populações têm mais qualidade de vida do que antes, sobretudo no que toca às acessibilidades, em especial nas Zonas Altas, algo que o deixa orgulhoso, pelo tom das suas palavras. 

“Todas as estradas que se fizeram depois do 25 de abril para cá, no Funchal, fui eu que tratei de fazer. Gosto muito do que faço e sinto-me tão bem a fazer isto como me sinto no mar”, vinca.

Uma das melhores aprendizagens que fez ao serviço da Câmara Municipal do Funchal foi “lidar com todo o tipo de pessoas, de todas as classes sociais, com vários perfis” e afirma, com honra que nunca foi “desonesto com ninguém”.

Por fim, faz uma retrospetiva, com muitos sentimentos à mistura, da sua longa carreira. 

“São tantos anos, tantas emoções”, diz-nos. “É com este trajeto que eu vou escrevendo as páginas do meu diário. Tenho muitas coisas para contar. Sem assunto não haveria um livro para escrever. Tenho dado tudo o que é melhor de mim à Câmara Municipal do Funchal”, acrescenta.

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