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Rostos da Cidade: Rita Mata a funcionária que vive o sonho de trabalhar com as palavras

São quase quatro décadas de serviço na Câmara Municipal do Funchal.

Dona de uns olhos claros expressivos e translúcidos, à beira de completar 38 anos ao serviço da Câmara Municipal do Funchal, Rita Mata afirma que tem o privilégio de viver o seu sonho.

Entrou para a Autarquia, através de um concurso, logo após concluir o ensino secundário, e sempre quis trabalhar com uma máquina de escrever. Conseguiu alcançar esse objetivo de vida e é a pessoa por detrás das atas das Reuniões de Câmara.

Apaixonada por literatura, tem 58 anos, é natural de São Gonçalo, no Funchal, e Rita Mata é um dos rostos que se destaca pelo entusiasmo com que executa a sua profissão, na Autarquia, há quase quatro décadas.

Com boa disposição conta-nos como tudo começou, naquele inverno, a 13 de dezembro de 1983. “Quando comecei tive quase um ano a exercer funções na primeira secção da Câmara Municipal do Funchal, que tratava de todo o expediente. Fiz de tudo um pouco, desde trabalhar com agências funerárias, onde fazia as guias, colaborei com o serviço militar e o eleitoral. Depois, através de uma colega, comecei a fazer atas”, explica, com um brilho no olhar.

No seu dia a dia, as suas funções passam ainda, por exemplo, por elaborar as agendas com os assuntos das Reuniões de Câmara, que são enviadas por email aos vereadores. Com nostalgia recorda os tempos em que estes documentos eram entregues dentro de envelopes. Quase 40 anos depois tudo mudou, menos a vontade de continuar a trabalhar com as palavras, colocando o seu coração em cada tarefa que desempenha.

“Fico com os processos da reunião, faço a agenda conforme os assuntos e depois, no dia, recebo o expediente, carimbo e elaboro a ata com a colaboração de quem vai à reunião e tira os tópicos das intervenções dos Vereadores e do Presidente”, conta-nos.

Após esta etapa, encaminha os processos para as respetivas áreas. Esta devota funcionária pública faz ainda certidões de deliberações ou ajuda em alguma pesquisa por atas antigas se for necessário.

Sem piscar os olhos, não hesita em afirmar que é apaixonada pelo que faz. “Sempre foi mesmo o meu sonho. Andava eu na escola e ainda se usavam as máquinas de escrever e quando cá entrei tive a sorte de poder começar a elaborar as atas e aprendo bastante”, confessa.

Para que o seu ofício seja irrepreensível, assegura que executa as suas funções com brio, pois o que escreve, depois de aprovado, segue para o sítio oficial da Câmara Municipal do Funchal, Juntas de Freguesia, entre outros.

“É preciso ver bem a pontuação e os erros gramaticais”, realça, transmitindo pelo rosto que entende bem a responsabilidade e o peso que as palavras têm. 

Para além do quotidiano profissional, Rita Mata é fascinada pelo lado social e relacional que estabelece com os colegas e até pelo edifício, onde todos os dias entra para, com afinco, dar o seu melhor.

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